Um dia na selva!

Um dia na selva!

Da metrópole ao vale do Paraíba observamos um dos trechos de maior adensamento da selva urbana brasileira. Uma mancha continua, conurbada, que se mistura na fusão das cidades ao longo da Rodovia Dutra.

No percurso, conversamos sobre o histórico de ocupação do vale, os nativos da região, o avanço do café, a escravidão, o desmatamento e extermínio dos índios puris. Da intensa monocultura e pecuária ao esgotamento dos solos. Eis que o vale do café virou industrial. Não num passe de mágica, mas num longo processo histórico da produção social.

Em Volta Redonda, conhecemos o pulsar do ritmo de uma cidade do interior. Bucólica? Definitivamente não! A cidade do aço nos recebeu demostrando a imponência de sua siderúrgica que rasga o tecido urbano, que não para de produzir, que não para de emitir fumaça de suas chaminés no céu azul. Mas nos recebeu com os ares do homem do vale, com um jeito de falar diferente do da capital, mostrando que é uma cidade que cresce, mas não perde suas raízes de interior.

Campará-la com a nossa cidade foi inevitável. Há semelhanças, sem dúvida. Verticalização, centros econômicos e administrativos, favelização, características comuns a muitas cidades do Brasil. Contudo, alguns detalhes nos surpreendem. O planejamento urbano, os serviços à população, o simples pisar na faixa de pedestres e ver o trânsito parar – quanta diferença!

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