Mês junino, o mês de Santo Antônio, São Pedro e São João

O mês de junho é marcado por datas que comemoram as vidas de Santo Antônio, São Pedro e São João.
Em junho, Santo Antônio, São Pedro e São João são homenageados

O mês de junho é conhecido como o Mês Junino. Esse é um período muito importante para a cultura popular brasileira por conta das Festas Juninas, que são comemoradas em todos os cantos do país.

Além disso, junho também é marcado pelo dia dos namorados, data em que os casais encontram-se para comemorar o amor.

Ligado a essas duas festividades tradicionais no país, estão as datas comemorativas de alguns dos Santos mais populares da Igreja Católica, que são Santo Antônio de Pádua, São João Batista e São Pedro.

A seguir, você poderá conhecer um pouco da história desses três homens e entender porque eles são tão importantes para nossa cultura.

Santo Antônio de Pádua 

Santo Antônio de Pádua

Qual o dia de Santo Antônio de Pádua e quando foi canonizado?

Santo Antônio de Pádua (1195-1231) é um santo venerado pela Igreja Católica. Foi canonizado pelo Papa Gregório IX em 30 de maio de 1232. Seu dia é comemorado no Brasil e em Portugal em 13 de junho.

Fernando de Bulhões, conhecido como Santo Antônio nasceu em Lisboa, Portugal, no dia 15 de agosto de 1195. Filho de Martinho de Bulhões e Maria Tereza Taveira, desde pequeno acompanhava os pais nas celebrações na catedral de Lisboa.

A história de Santo Antônio de Pádua 

Com 15 anos, Santo Antônio iniciou na vida religiosa ao ingressar no Mosteiro de São Vicente de Fora, onde também iniciou sua formação religiosa. Em seguida foi estudar no Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde recebeu sólida formação filosófica e religiosa.

Em 1220, Santo Antônio foi ordenado Sacerdote. Nesse mesmo ano, sensibilizou-se ao ver os despojos dos frades franciscanos, venerados no Mosteiro de Santa Cruz, após serem martirizados numa missão no Marrocos, na tentativa de evangelizar os mouros.

Resolveu se juntar à ordem e recebeu o hábito de São Francisco no Convento de Olivas, em Coimbra, com o nome de Frei Antônio. Iniciou uma missão para o Marrocos, mas após um ano de catequese nesse país, teve de deixá-lo devido a uma enfermidade e seguiu para a Itália.

Em 1224, Santo Antônio de Pádua é indicado por São Francisco de Assis para lecionar Teologia na Universidade de Bolonha. Em seguida, foi enviado para a França, onde lecionou nas universidades de Toulouse, Montpellier e Limoges.

Em 1230, Santo Antônio solicitou ao papa a dispensa de suas funções no cargo Provincial para dedicar-se à pregação e contemplação, permanecendo no mosteiro que havia fundado em Pádua.

A morte de Santo Antônio de Pádua 

Santo Antônio morreu em Pádua, Itália, no dia 13 de junho de 1231. Em 1263, seus restos mortais foram transladados para a Basílica de Santo Antônio de Pádua, construída em sua memória. 

O dia de Santo Antônio de Pádua e a festa em sua homenagem

O dia de Santo Antônio é comemorado em 13 de junho, data de sua morte, e faz parte das comemorações juninas. A veneração ao Santo é difundida nos países latinos, principalmente em Portugal e no Brasil.

Porque Santo Antônio é o Santo casamenteiro

No Brasil, Santo Antônio é conhecido como Santo Casamenteiro, sendo o dia dos namorados comemorado no dia 12 de junho, véspera do dia de Santo Antônio. Nesse dia, são realizadas simpatias para o santo, com orações e pedidos de casamento.

Na tradição, Santo Antônio de Pádua é o “santo casamenteiro” porque, segundo a crença, dá uma forcinha na união de pessoas a partir de simpatias e de uma devoção muito presente. A origem de toda essa superstição parte de algumas lendas populares. Uma delas conta que uma moça queria muito se casar, mas não tinha dote para oferecer – isto é, bens materiais para dar à família do noivo. Desesperada para arrumar essas “doações”, uma vez que uma mulher que não se casasse era vista como inadequada na época, a mulher se ajoelhou aos pés de uma imagem de Santo Antônio e ditou palavras de súplica com muita fé. Pouco tempo depois, moedas de ouro surgiram de repente aos seus olhos e ela, então, pôde se casar.

São João Batista

O nascimento de São João Batista

São João Batista nasceu milagrosamente em Aim Karim, cidade de Israel que fica a 6 quilômetros do centro de Jerusalém. Seu pai era um sacerdote do templo de Jerusalém chamado Zacarias. Sua mãe foi Santa Isabel, que era prima de Maria Mãe de Jesus. São João Batista foi consagrado a Deus desde o ventre materno. Em sua missão de adulto, ele pregou a conversão e o arrependimento dos pecados manifestos através do batismo. João batizava o povo. Daí o nome João Batista, ou seja, João, aquele que batiza.

A mãe de São João Batista, Santa Isabel, era idosa e nunca tinha engravidado. Todos a tinham como estéril. Mas, então, o anjo Gabriel apareceu a Zacarias, quando este prestava seu serviço de sacerdote no templo, e anunciou que Isabel teria um filho e que este deveria se chamar João. Zacarias não acreditou e ficou mudo. Pouco tempo depois, Isabel engravidou como o Anjo havia dito.

A vida ministerial de de São João Batista

São João Batista é muito importante no Novo Testamento, pois ele foi o precursor de Jesus, anunciou sua vinda e a salvação que o Messias traria para todos. João Batista era a voz que gritava no deserto e anunciava a chegada do Salvador. Ele é o último dos profetas. Depois dele, não houve mais nenhum profeta em Israel.

Quando São João Batista ficou adulto, percebeu que chegara sua hora. Então, foi morar no deserto para rezar, fazer sacrifícios e pregar para que as pessoas se arrependessem. Vivendo uma vida extremamente difícil e com muita oração, passou a ser conhecido como profeta, homem enviado por Deus. Ele sempre anunciava a vinda do Messias. Batizava a todos que se arrependiam e multidões sempre iam ver suas pregações no rio Jordão.

São João Batista e o batismo de Jesus Cristo

Por causa de seu carisma, algumas vezes o povo pensava que São João Batista era o Messias. Mas ele sempre dizia: “Eu não sou o Cristo, eu não sou digno de desatar nem a correia de suas sandálias.” (Jo. 1-27). Em outra passagem, ele disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo.1-29) Quando o próprio Jesus, o verdadeiro Salvador, foi ao encontro de João Batista para ser batizado, São João disse: “Eu é que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt3-14). Mas Jesus confirmou e São João Batista batizou Jesus. Assim Jesus começou sua vida pública.

Prisão e morte de João Batista

Nas pregações de São João ele não poupava o rei local, Herodes Antipas, Rei fantoche de Roma na Peréia e na Galileia. João denunciava a vida adúltera do rei. Herodes tinha se unido a Herodíades, sua cunhada. São João Batista denunciava também a vida desregrada de Herodes em seu governo.

São Marcos em seu evangelho narra que Salomé, filha de Herodíades, dançou para Herodes. O rei ficou deslumbrado com ela e disse que daria tudo o que lhe pedisse. Então Salomé fala com sua mãe e pede a cabeça de São João Batista numa bandeja. Herodes, triste, fez como havia prometido diante dos convivas. (Mar 6.14-29)

Devoção e o dia de São João Batista

São João Batista é o primeiro mártir da Igreja, e o último dos profetas. Sua festa é celebrada desde o começo da igreja, no dia 24 de junho. Ele é venerado como profeta, santo, mártir, precursor do Messias e arauto da verdade, custe o que custar. Sua representação é mostrada batizando Jesus e segurando um bastão em forma de cruz.

São Pedro

Basílica de São Pedro

Quem foi São Pedro

São Pedro (1 a.C.- 67) foi apóstolo de Cristo, um de seus primeiros discípulos. É considerado o fundador da Igreja Cristã em Roma e o seu primeiro papa.

As principais fontes que relatam a vida de São Pedro são os quatro Evangelhos Canônicos, pertencentes ao Novo Testamento, escritos originalmente em grego e em diferentes épocas, pelos discípulos Mateus, Marcos, Lucas e João. O dia de São Pedro é comemorado em 29 de junho.

Nascimento de São Pedro

São Pedro nasceu em Betsaida, na Galileia. Filho de Jonas e irmão do apóstolo André, seu nome de nascimento era Simão (ou Simeão). Pedro era pescador e trabalhava com o irmão e o pai.

A vida de São Pedro

São Pedro fez parte dos discípulos mais íntimos de Jesus, tendo se dedicado a Jesus com zelo extremado, marcado por atitudes impulsivas, como quando usou a espada para defender seu mestre. Seu nome ocupa sempre o primeiro lugar nas listas de discípulos mencionados nos Evangelhos Sinóticos.

A posição de São Pedro se firmou diante da declaração de Jesus: “Por isso eu lhe digo: você é Pedro, e sobre essa pedra construirei a minha Igreja, e o poder da morte nunca poderá vencê-la. Eu lhe darei as chaves do Reino do Céu, e o que você ligar na terra será ligado no céu, e o que você desligar na terra será desligado no céu” (Mateus 16,18-19).

A liderança de Pedro se acentuou após a morte e ressurreição de Jesus, conforme a narração na primeira parte do livro dos Atos dos Apóstolos. Além de presidir a assembleia apostólica que elegeu Matias como substituto de Judas, Pedro fez seu primeiro sermão no dia de Pentecostes.

Foi encaminhado a Roma durante o reinado de Nero, onde passou a viver. Ali fundou e presidiu a comunidade cristã, base da Igreja Católica Romana, e por isso segundo a tradição, foi crucificado por ordem de Nero.

A morte de São Pedro

Segundo relatos aceitos pela Igreja Católica, Pedro viveu em Roma, onde, segundo a tradição, foi morto por ordem de Nero, no ano 67 da Era Cristã. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, segundo seu desejo, pois não considerava digno de morrer como seu mestre.

Documentos autênticos do século IV afirmam que São Pedro teria sido enterrado ao longo da via Triunfal, no local chamado de elevações vaticanas. Sobre a sua sepultura, santo Anacleto, o terceiro bispo de Roma, levantou um santuário que aos poucos se tornou o ponto de encontro dos cristãos.

Em 316, Constantino, o primeiro imperador cristão, permitiu que o bispo Silvestre I erguesse no mesmo local do santuário erguido na sepultura de São Pedro, que já servira de sepultura para os primeiros bispos (posteriormente chamados de Papa), um grande templo cujas obras se prolongaram de 326 a 349.  A antiga Basílica de São Pedro foi, depois de muito tempo, danificada e saqueada.

Em 1506, o Papa Júlio II iniciou a reconstrução da antiga basílica. A princípio tinha a intenção de preservar o edifício histórico, mas com o novo projeto, logo se convenceu em demoli-lo e construir a nova Igreja. O altar original seria preservado. A nova Basílica de São Pedro só foi concluída em 1626.

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