Desnutrição e Obesidade: Dois lados de um problema, nacional e global

Integrantes do grupo:
Gabriel Barbirato de Araujo Fiorini
Luísa Azen Tirado
Theo Falci Ellis
Clara Albuquerque Araujo Costa do Rosário
Maria Eduarda de Brito Oliveira Rimola
Verena Almeida de Oliveira

Resumo


Desnutrição, assim como a Obesidade, são transtornos alimentares. Pela definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), Obesidade é o excesso de gordura corporal, em quantidade que determina prejuízos à saúde. A Desnutrição ou “má-nutrição” é quando há a falta de nutrientes suficientes no corpo, as causas incluem dieta pobre, problemas digestivos ou outras doenças.

Nosso trabalho pretende abordar estes dois problemas que, apesar de estarem em lados opostos, fazem parte de um problema nutricional e estão relacionados à desigualdade social, falta de informação, falta de políticas públicas e entre outros fatores. Para discutir e tentar reduzir estes problemas, estamos engajados no Projeto Zacca Contra Fome que pretende arrecadar comida com essa campanha e ajudar os que necessitam dela nas ruas.

Introdução


Como dito anteriormente, a Obesidade e a Desnutrição são transtornos alimentares “opostos”, pois um está ligado ao excesso de gordura corporal e o outro está relacionado a falta de nutrientes no corpo.

A desnutrição e a obesidade aumentaram muito nesse período pandêmico, mas não apenas aumentou nesse período, pois desde de 2010 já estava aumentando, mas em 2019 os índices dispararam. Mas como existe desnutrição com a obesidade? Dois distúrbios alimentares “opostos”. Existem diversos fatores que contribuem para o aumento desses transtornos tanto no mundo, quanto em nosso país.

Desenvolvimento


Obesidade:

Uma pessoa é considerada obesa quando seu Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 30 kg/m2 e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m2. Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9kg/m2 são diagnosticados com sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura. O ideal é manter-se entre as faixas de 20 a 25kg/m2.

Figura 1 Aqui está uma tabela mostrando a classificação em relação ao Índice de Massa Corporal (IMC). https://www.passeidireto.com/arquivo/27532958/tabela-de-imc

Um fato importante de se ressaltar é que as pessoas com obesidade são constantemente envergonhadas e culpadas porque muitos, como médicos, formuladores de políticas públicas e outros profissionais não entendem completamente a obesidade, que, como todas as doenças crônicas, tem causas profundas e completas, que podem vir de fatores dietéticos, ou seja, problemas relacionados a alimentação das pessoas, de estilos de vida , de genética, econômicos, ambientais e etc.

Alguns sintomas de uma pessoa obesa são casos de apneia do sono, dificuldade para movimentar-se, cansaço frequente e distúrbios no ciclo menstrual nas mulheres.

As taxas de obesidade quase triplicaram desde 1975 e aumentaram quase cinco vezes entre crianças e adolescentes. Afeta pessoas de todas as idades e de todos os grupos sociais nos países desenvolvidos e em desenvolvimento, alcançando 650 milhões de pessoas em todo o mundo. Um dos fatores para que a obesidade vem aumentando cada vez mais é a falta de políticas públicas estruturadas para o combate à obesidade, com o incentivo à prática de exercícios e ingestão de alimentos saudáveis como hortaliças e frutas.

Figura 2 Gráfico mostrando o aumento da Obesidade em alguns países.

A Obesidade é muito comum também em nosso país, Brasil. São registrados cerca de 2 milhões de casos por ano mesmo com os brasileiros tendo consumindo mais hortaliças e frutas com frequência e praticando exercícios e fazendo dietas. No entanto continuam consumindo e comprando muitos alimentos calóricos e sem valor nutricional. De acordo com o Laboratório Oswaldo Cruz, o Brasil ocupa o 3° lugar no ranking de Obesidade masculina, e o 5° lugar no ranking de Obesidade feminina. Segundo estudos, 1/5 da população brasileira é considerada obesa. Assim como a pandemia do coronavírus ajudou a agravar os casos de desnutrição, também ajudou a aumentar os casos de Obesidade, a OMS passou a considerar a Obesidade como um problema de saúde pública tão preocupante quanto a desnutrição.

Figura 3 Gráfico mostrando taxas de Obesidade no Brasil entre pessoas com mais de 20 anos

Desnutrição:

A Desnutrição é quando há a falta de nutrientes suficientes no corpo. As causas incluem: dieta pobre, problemas digestivos ou outras doenças, como a anorexia. Os sintomas são fadiga, tontura e perda de peso em excesso. O tratamento deve substituir os nutrientes perdidos o quanto antes. Se não houver o devido tratamento da desnutrição na infância, ela pode tirar até 19 anos de vida saudável e pode proporcionar doenças crônicas tais como diabetes, hipertensão, etc., essas que podem diminuir a expectativa de vida em até 8 anos.

Em meados da década de 2010, a fome havia começado a aumentar destruindo as esperanças de um declínio irreversível. Perturbadoramente, em 2020 a fome disparou em termos absolutos e proporcionais, ultrapassando o crescimento populacional: estima-se que cerca de 9,9% de todas as pessoas tenham sido afetadas no ano passado, ante 8,4% em 2019.

Figura 4 Um gráfico comparando a obesidade com a desnutrição

Figura 5 Gráfico mostrando a presença da desnutrição no Brasil em diferentes regiões        

Mais da metade de todas as pessoas enfrentando a fome (418 milhões) vive na Ásia; mais de um terço (282 milhões) na África; e uma proporção menor (60 milhões) na América Latina e no Caribe.

Mas por que em um mundo tão globalizado isso acontece? É pela falta de alimentos? Não, pelo contrário, o mundo produz comida suficiente para alimentar toda a população mundial. Os reais motivos para a fome e desnutrição no mundo estão na concentração de renda, de alimento e de informação. Outro ponto importante é que quem passa fome no planeta também é prejudicado pela cultura de desperdício dos países desenvolvidos: nos países ricos, 40% da comida que circula nos mercados vai para o lixo quando ainda estão em perfeitas condições de serem consumidas, o que contribui para elevar o preço dos produtos e dificultar o acesso pelas pessoas com menor poder aquisitivo

Com a pandemia do coronavírus, a má-nutrição vem se agravando cada vez mais, quase 7 milhões de crianças adicionais em todo o mundo sofrem os efeitos da Desnutrição como consequência da crise econômica e social causada pela pandemia, segundo uma estimativa publicada pelas Nações Unidas. Antes mesmo da pandemia de corona vírus, 47 milhões de crianças sofriam em 2019 com desnutrição, perda de peso e magreza extrema, de acordo com o Fundo das Nações Unidas para Infância (Unicef). Com a pandemia, esse número pode atingir quase 54 milhões de crianças nos primeiros 12 meses da crise, o que pode se traduzir em 10.000 mortes infantis adicionais por mês, principalmente nos países da África Subsaariana e na Ásia, adverte o Unicef em um comunicado.

A Desnutrição ocorre frequentemente em áreas do mundo sem acesso adequado a alimentos e água potável. Nordeste da Nigéria, Somália, Sudão do Sul e Iêmen são as nações que mais sofrem com a insegurança alimentar severa; Diz Carta da ONU News em Nova Iorque.

Conclusão

E assim se concluí nosso artigo sobre a obesidade e a desnutrição tanto mundial quanto em nosso país. Nós vivemos em um mundo realmente injusto, onde existem pessoas morrendo fome, mas também pessoas que morrem por conta da obesidade. E é por isso que estamos fazendo este projeto contra a fome. A obesidade, e a desnutrição têm diversas causas e diversas consequências negativas, como apresentamos no artigo. Ambas precisam ser confrontadas o mais rápido possível, e não devem ser tratadas como piada e nem devem ser menosprezadas. Problemas como esses são de extrema importância, e precisamos ajudar da forma que podemos o próximo e tratá-lo com respeito.